segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Governo reduz a zero IPI sobre Móveis, setor não repassa benefício a consumidor

Setor de Painéis não cumpre sua parte no acordo com o governo. O presidente da ABIMOVEL alega ter solicitado aos representantes do setor o não aumento até o findar do acordo.


Governo, através do Ministério da Fazenda, depois de oportunizar o desenvolvimento do setor através de redução total do imposto sobre o produto industrializado (IPI), quer avaliar resultados da medida. O governo fez sua parte, porém, da oportunidade ao oportunismo vai-se um passo. O setor não cumpriu sua parte no acordo e não reduziu seus preços ao consumidor como afirmou o Presidente da Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário, José Luiz Diaz Fernandez. Teme-se que a medida de redução iniciada no mês de novembro do último ano e prevista em manter-se até o final do mês de março não se mantenha.

Segundo Fernadez (2010), os painéis de madeira, um dos principais insumos do setor, ficaram até 8,5% mais caros no início de 2010. O efeito “bola de neve” é esperado, e, acredita-se, que sem contenção ou um franco diálogo do setor com o governo, o aumento de preços em torno de 1% a 2% será inevitável.

Como podemos perceber é preciso ética nos setores públicos, na política, mas na área privada tanto mais, porque lida diretamente com a saúde financeira do cidadão, o seu trabalho e com os bens que ele consome. O setor, ajustado a uma política de produção em desenvolvimento, poderia oportunizar o aumento de oportunidades de empregos para o indivíduo nas mais diversas áreas, ou seja, tanto na produção quanto no beneficiamento e na distribuição. No aumento, por exemplo, de aquisição de implementos e produtos silviculturais, na própria silvicultura (o plantio), empregando para isso trabalhadores, promovendo sua distribuição, bem como no favorecimento de mais negócios no setor , sem contar o aumento nas vendas, que é o que propões o governo ao subsidiar o setor de móveis. Bastava praticar valores mais acessíveis. Um ato de má fé é, sobretudo, uma irresponsabilidade.

Para entendermos melhor, as variáveis dessa ação, basta dizer que os painéis representam 60% do valor dos móveis populares no varejo. O presidente da ABIMOVEL alega ter solicitado aos representantes do setor o não aumento até o findar do acordo. Acredita-se que devido as perdas durante a crise econômica o grupo tenha-se encorajado a não obediência ao trato.

Lamentavelmente, alguém sempre paga a conta de um ato irresponsável como esse; todos sabemos.

Fonte: SBS/ Painel Florestal (boletim)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Expectativa de crescimento de 20% no setor de Painéis Reconstituídos

Segundo a superintendente executiva da ABIPA, Rosane Dill Donati, para 2010, considerando a recuperação da crise eocnômica mundial e a desoneração do IPI em ZERO, a expectativa é de crescimento, hoje calculado em projeção de 20% em relação ao último ano (2009). Portanto o setor de Painéis Reconstituídos que sofreu dura queda, afetado pela crise, respira agora um pouco aliviado. Os investimentos no setor, apesar da crise e a queda no mercado de móveis e painéis, dado sua importância econômica, social e ambiental, serão mantidos.

Fonte: Rosane Dill Donati – superintendente executiva da ABIPA em Revista Referência.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Novas tecnologias desenvolvidas pela Google ajudarão a monitorar florestas no mundo inteiro


A Google agora oportuniza mais esse avanço ao setor silvicultural. Além da observação das áreas florestais, o sistema permitirá a mensuração em escala.

A Google Earth está nas bases dessa ferramenta, exibindo imagens por satélite de qualquer região do planeta. Sua associação a um software desenvolvido pelos cientistas Greg Asner e Carlos Souza cria mapas de cobertura florestal, mostrando as áreas desmatadas a partir das imagens dos satélites.

O setor ambiental pode comemorar a chegada de mais esse componente para o setor de monitoramento, pois o sistema favorecerá e muito a diminuição de desmatamentos e a consequente redução dos gases que provocam o efeito estufa no planeta.

A ferramenta é imprescindível nesses novos tempos, nos quais todos precisam mobilizar esforços para deter o aquecimento global. Analistas da Google afirmam que as emissões geradas pela queima das florestas tropicais podem igualar às emissões de toda União Européia. O que comprova a importância desse sistema para a fiscalização e busca de otimização nos serviços de preservação e manutenção de florestas plantadas e nativas. Eles ainda defendem que essas emissões superam os níveis emitidos por todos os veículos do mundo. Já imaginou os benefícios que teremos no combate ao desmatamento e na prevenção das queimadas.

Os países emergentes não tem essa tecnologia disponível, para tanto a instituição se mobilizou junto às várias esferas do poder público desses países e organizações ambientais para sua obtenção.

Tanto para pesquisas como para o engajamento em ações de fiscalização e proteção das matas, sistema da Google vem em boa hora. Torçamos para que uma nova consciência seja fomentada para que esses recursos sejam suficientes para a melhoria da qualidade de vida no planeta.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Livro Plantio Econômico e Prático de Eucalipto tem esgotada sua primeira edição



Livro sobre eucalipto contribui para inclusão do pequeno produtor nas vias silviculturais. NAs cido em Viçosa, o autor Bruno Resende Ramos iniciou seus estudos na Universidade Federal de Viçosa, no curso de Engenharia Florestal. Seu amor pelas árvores sempre o inspirou buscar conhecimento no âmbito das ações das empresas de reflorestamento no Estado. A convite do concunhado, José Horta Generoso, conheceu as minúcias dos procedimentos técnicos para tornar o seu plantio um promissor meio de obtenção de renda extra ao seu trabalho como professor e, desde então, faz a inclusão do produtor rural nas vias silviculturais.
Convidado a participar de treinamentos e estudo de campo, o autor viu uma grande oportunidade de aliar o trabalho didático de professor ao de pesquisador florestal; consequentemente, publicou seu primeiro livro que agora se esgota em livrarias, bancas e outros pontos de venda.
"Fico feliz por contribuir com o pequeno produtor e com aqueles que querem fazer um plantio de qualidade. Esse foi o fruto de um projeto de inclusão silvicultural idealizado há muito. Os objetivos atingido nesta primeira edição é uma realidade, pois vejo abrirem-se perspectivas para a copntinuação do homem do campo na sua propriedade, numa visão sustenável para o meio ambiente, protegendo remanescentess nativas, evitando o seu êxodo e ampliando as pespectiva da monocultura praticada amplamente pelo setor com essa nova opção rentável. Deste modo, realizo o meu sonho de plantar árvores e mais... Ajudo a muitos fazerem o mesmo. É uma dupla satisfação"–Disse

O livro pode ser encontrado na livraria on line da UFV. Para isso, basta clicar sobre o livro e estará direto no site da livraria.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Plantio de eucalipto para fins de serraria


Segundo dados da Sociedade Brasileira de Silvicultura, a produção de eucalipto e sua condução para fins de obtenção de madeira serrada justifica-se tanto em casos de arrendamento com ciclo final de 15 anos como em terra própria. Em estudos realizados por Robison Giovani Volkweis no seu trabalho “Rentabilidade Econômica do Eucalipto Conduzido para Produção de Madeira Serrada no Oeste do Estado do Paraná” isso se comprova(artigo completo disponível na sessão “Destaques” do site www.sbs.org.br).

Em números, VOLKWEIS (2009) traduz as vantagens do investimento em plantio para obtenção de madeira serrada em área de terra própria por volta de 1,70, sendo seu valor presente líquido médio igual a R$ 10.476,69, e taxa interna média de retorno de 11,20%.

O investimento realizado para produção de eucalipto conduzido para obtenção de madeira serrada em área de terra arrendada apresenta um valor presente líquido médio igual a R$ 16.112,96.

Em última análise, o investimento para cultivo de eucaliptos apresentar maior viabilidade de implantação em terra arrendada no cilco de 15 anos, apresentando um valor presente líquido médio 65,02% maior.

Tanto em um caso como no outro a implantação são consideradas como investimento de reduzido risco econômico.


Fonte: SBS (www.sbs.org.br).

Vem aí pacote do Governo para setor florestal


Com um Código Florestal instituído em 1965 e que segue defasado para atender as demandas atuais, o Ministro do meio ambiente Carlos Minc noticiou para a próxima semana a assinatura de um pacote ambiental pelo presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva. A medida busca resolver demandas do setor para sanar, ainda que em parte, as divergências entre ruralistas e ambientalistas a esse respeito.

Entre as pautas tratadas pela lei, a questão das cotas em reservas legais, a aquisição e/ou doação posterior de terras em unidades de conservação estaduais ou federais aos produtores rurais.

O Ministro trabalha sobre uma pauta bastante polêmica e deve sofrer críticas de diversos setores da sociedade que se organiza em prol da conservação ambiental. Á margem da discussão se crê estar o pequeno produtor. Teme-se que os benefícios gerados pela Lei sejam catalisados pelos grandes empresários do setor em detrimento daqueles que realmente precisam.

Num âmbito onde a fiscalização ainda está aquém do esperado, uma ação permissiva pode desencadear um verdadeiro desastre às nossas reservas naturais.

No entanto, é preciso sair do imobilismo, da inércia institucional. E para garantir certa moderação no espírito especulativo que orienta certos setores de interesse o Ministro adiantou que o acordo exclui qualquer possibilidade de anistia total como direito adquirido contra desmatamentos anteriores ou a delegação de poderes na esfera ambiental aos Estados, a redução da reserva legal na Amazônia de 80% para 50% e a soma dessa reserva legal a Áreas de Preservação Permanente (APPs) em todos os casos.

Fontes: Valor Econômico e Boletim Painel Florestal

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sobre a utilização de inseticidas no combate às Formigas – Cortadeiras.


Sobre a utilização de inseticidas (formicidas) para uso agrícola, o orgão responsável pela avaliação técnica no âmbito internacional, o FSC, traz novo parecer divulgado no início do mês de setembro (02/09/2009). Consta do documento, a avaliação de revisores técnicos internacionais dos inseticidas de uso restringido. Nele, orientam ao FSC que permita o uso de todos os inseticidas utilizados no Brasil para controle de formigas cortadeiras. Os técnicos aprovaram o uso da Sulfluramida, o Fipronil, a Deltametrina (formulação pó) e o Fenitrotion. Também foi aprovado o Fipronil para controle de cupins. Reprovados nos testes os produtos Deltametrina (líquido) e Alfa-Cipermetrina.

Fonte: IPEF Notícias.


Mais infromações:

Métodos, técnicas e combate, acesse o link ou clique sobre a capa do livro abaixo:


Livraria Universo Agrícola: